Ontem eu fugia. Hoje voçê sumiu. Quem sabe um dia a vida nos convide para entender, ou melhor, quando tudo não passar de um equívoco ou lapso de memória, antes que não seja mais possível voltar atrás. Tem dias em que eu sei, noutros nem te reconheço, às vezes não sei dizer, mas nunca preciso revelar. Portanto, tenho que seguir adiante e nunca ter que pagar o preço dos esquecidos, levando o que posso e deixando o que é preciso por onde passo, à espera de sinal que me leve aos olhos assustados pela noite em que te vi partir. Volta e meia estou aqui, voçê sempre vai estar por perto, farejando meus medos, fazendo de tudo para que nada mude nas entrelinhas dos sonhos que guardei sob a luz da lua azul entrecortada pelos desertos da alma à procura da água milagrosa que me deixa dormir. Sempre foi assim, nada vai mudar, é só uma questão de tempo e necessidade. Um dia, quem sabe, amanhã, talvez... quem se importa em que lugar? Quero o antes que aconteça, mesmo que seja tudo igual. Por isto, é imprescindível jejuar, insistir, abrir portais, mergulhar na escuridão, sentir o imponderável, custar a crer, se o que vale a pena é traduzir o sentimento que aflora em nossas teias. Agora, durma, tente lembrar quantas vezes sonhamos o mesmo pesadelo que invalida qualquer motivo para não sermos mais . Tem dia que é assim mesmo ... não somos o que pensamos, porque fomos marcados e ponto final.(?)
No comments:
Post a Comment